Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

Do Patriotismo

Perguntam-me várias vezes, de forma indignada, se eu não sou patriota. Eu habituei-me a ter várias respostas. Mas a que gosto mais é: Eu sou tão patriota que o meu Rei preferido de Portugal nasceu em Valladolid. E faz hoje 485 anos que ele nasceu. Chovia e Isabel de Portugal não gritou.

Sábado, 28 de Abril de 2012

Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

Barsa per sempre





Independentemente da bola de ouro ou não, qualquer pessoa que gosta do Barcelona - e percebe a filosofia inerente áquela equipa - estaria mais preocupada com a equipa, como eu estou, do que com este ou aquele jogador em particular. O próprio Messi pensa assim. Faz parte da filosofia da equipa e do que incutem nos jogadores. O Messi já ganhou três, acho que já está mais que afirmado que é um dos melhores jogadores de sempre e parece-me muito provável que vá ganhar outra, mesmo que não seja este ano será para o próximo ou próximo. Só tem 24 anos afinal de contas. Mas o que interessa na realidade é a equipa. Preocupa-me tanto o facto do Messi não vir a ganhar a bola de ouro como o facto do Villa estar lesionado ou do Piqué ter ido para o hospital. 


Eu, em resposta a um colega que perguntou no facebook "onde estão todos aqueles que apoiam o Messi?". Estão aqui e estarão sempre. 

Sexta-feira, 20 de Abril de 2012

Nós, os portugueses

João Gonçalves publicou uma parte de uma entrevista de Dacosta

"Entrevista interessante do meu amigo Fernando Dacosta a propósito da edição de bolso do seu Máscaras de Salazar. «Lisboa era fabulosa nessa altura. Os cafés fechavam às quatro da manhã. Os marinheiros que andavam pela cidade, de que o Cesariny tanto falava, eram notáveis. O interdito acabava por ser o mais estimulante. Em compensação, hoje está tudo plastificado e amorfo, as pessoas perderam o desejo. Quando falo em desejo, não é só o desejo sexual. Há um poema da Amália que diz: “Já não temos fome, mãe / Mas já não temos também / O desejo de a não ter” [“Lavava no Rio Lavava”]. Um tipo andava aí na rua em manifestações, levava uma chanfalhada da polícia, mas tinha reagido. As pessoas estavam vivas. Agora parece que estamos mortos psicologicamente. As pessoas pensavam que quando caísse o fascismo viria o paraíso. Tramaram-se. Pensavam que o único mal era o Salazar, mas o Salazar era apenas uma manifestação da situação de Portugal. (...) Nunca assumimos o que somos ou o que fazemos. E quem diz o que pensa está tramado, vai parar à fogueira da Inquisição, à prisão, fica na prateleira, no desemprego. Somos uns hipócritas refinadíssimos, dizemos “sim” a tudo e depois só fazemos o que nos dá na gana.»"

Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

Em cheio

Hoje a televisão portuguesa teve um dia em cheio. De uma assentada, bateram no Rei de Espanha, nos católicos existentes em Portugal e agora nos jovens portugueses. Isto é um furo, um furo.

Sexta-feira, 23 de Março de 2012

Já vos disse que estou a adorar o Imperium?


"
Mas não pode fazer isso!" Balbuciou Quinto "O sistema romano de justiça é o mais íntegro do mundo!"

"Meu Caro Quinto" Replicou Cícero com um sarcasmo tão paternal que me fez sorrir "aonde é que vais buscar essas ideias feitas? Aos livros infantis?"

"Então estamos acabados?" Lamuriou Quinto

"Não, não estamos acabados." - Ripostou Cícero e pude notar que a sua vontade de lutar estava de regresso "E mesmo que derrotados não cederemos sem luta. Vou começar a preparar o meu discurso e tu, Quinto, vais ver se me consegues uma multidão. Invoca todos os favores. Porque não lhes impinges essa ideia de que a Justiça Romana é mais íntegra do mundo e vês se me consegues encontrar um par de senadores respeitáveis para nos acompanharem ao fórum? Pode ser que alguns até acreditem nisso
"

Cícero: Um cínico com princípios. Dos meus preferidos.

Quarta-feira, 21 de Março de 2012

Dos Piquetes e cobardias

Os Piquetes são a forma mais cobarde de coacção à greve. É uma prática anti democrática que viola aquele principio básico da Democracia: A Liberdade. Para fazer greve, para não fazer, para ir trabalhar, para ficar em casa. Para concordar com a greve, para a repudiar. Aparentemente, os que montam piquetes apoiam a Liberdade desde que isto implique que todos concordem com eles.

Sexta-feira, 9 de Março de 2012

O melhor


Como se pode achar que C. Ronaldo é melhor que Messi? É que esta discussão está desactualizada. A pergunta já não é se Messi é o melhor do mundo. Isso é indiscutível. A pergunta é: será que ele pode ou não ser o melhor da História?

Terça-feira, 6 de Março de 2012

Y viva España


Spain's sovereign thunderclap and the end of Merkel's Europe

This one from Pablo Sebastián left me speechless. My loose translation:

"Spain isn’t any old country that will allow itself to be humiliated by the German Chancellor."

Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

A Justiça Portuguesa

A Justiça para os portugueses é sinónimo de alcançar o veridicto que os "populares" querem. E enquanto assim for continuaremos a ser um país de terceiro mundo.

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Agora, de momento

E agora também estou aqui.

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

Eu, futura emigrante me confesso

Diz Bruno Faria Lopes, neste texto, algo que eu já tinha percebido mas que aparentemente vai contra tudo aquilo que as nossas “elites” querem transmitir. Ou seja, que Portugal é um país de pequenos génios que não tendo apoio suficiente são obrigados naquilo que é considerado um esforço hercúleo a deixar o país e ir para ambientes tão hostis como Inglaterra, Suíça, Alemanha etc.

E cito:

E assim chegamos ao segundo mito: sem a crise económica não perderíamos a nossa “geração mais qualificada de sempre”. Não é verdade. Sem crise Portugal teria menos emigração jovem qualificada, mas mesmo assim sofreria uma taxa significativa de “brain drain”. Joana Azevedo, investigadora do CIES/ISCTE, explica que em inquéritos feitos a jovens portugueses na Irlanda (alguns a trabalhar, por exemplo, na Google) percebeu que o desemprego não foi a causa principal de saída. O motivo foi a procura de uma cultura de trabalho mais centrada no talento, menos hierárquica e com mais gente boa, onde se pode aprender mais e ganhar um salário mais alto. As pessoas com mais impacto potencial na economia (o que restringe a definição do termo “cérebro”) saem não tanto por falta de oportunidades em Portugal, mas por falta de oportunidades boas, criadas não só pela economia mas também pela cultura laboral e de gestão. Não há suficientes chefias boas a ensinar. A gestão é hierárquica e motiva pouca participação. Os salários são baixos e mal distribuídos face ao topo. As gerações que educaram os jovens com um foco excessivo na auto-estima dominam um ambiente de trabalho que hostiliza as expectativas emocionais e profissionais desses mesmos jovens

Ao contrário da tendência, eu não considero que emigrar seja o futuro dos desgraçadinhos. Percebo que esta seja uma posição pessoal pois a maioria das pessoas não gosta da ideia de deixar o país, a cidade, os pais etc. Como é evidente, também me custa imenso a ideia de deixar a família para trás mas ao contrário da maioria das pessoas eu não quero emigrar por necessidade. Não, não. Eu quero mesmo ir-me embora. E passo a explicar porquê, pois parece que agora é moda contar a experiencia pessoal, inclusive em cartas ao Primeiro-Ministro que depois são divulgadas na net como aquelas correntes em que se a pessoa não reencaminhar dentro de 10 segundos morre com um raio na cabeça. Como sou uma pessoa realista e não penso em termos de “e se” no momento em que decidi ir para História, percebi que automaticamente me tinha de ir embora. Não necessariamente pelo curso em si. É verdade que História tem pouca empregabilidade e é verdade que as pessoas nos primeiros tempos olharam para mim como se tivesse sarna. Eu percebi que me tinha de ir embora porque os arquivos britânicos não são em Portugal e o Escorial fica em Madrid e se Deus quiser, (ou outra qualquer entidade do género. Não sou esquisita) vou precisar muito dos dois no futuro. Mas mais do que isso, custa-me sinceramente a ideia de continuar a viver sempre no mesmo sítio. Custa-me a ideia de sair à noite e não puder beber um bloody mary no Café Rouge. E custa-me ainda mais a ideia de que nunca vou conseguir apanhar o comboio em Paddington para ir para Oxford.

Isto para dizer o quê? Que de facto podia ficar em Portugal. Depois é provável que passaria a vida a queixar-me: no meu país não me valorizam, não tenho dinheiro para viagens ao estrangeiro (que chatice, logo agora que tinha de ir a Simancas pá), eu que tinha tantos sonhos e olhem para mim agora com sete filhos não vou sair de Portugal. São escolhas. Eu respeito quem quer ficar. Mas também peço por tudo que não me tratem como uma coitadinha que não tem condições para ficar a trabalhar em Portugal. Se não tenho dúvidas que a maior parte das pessoas que emigra, o faz por necessidade, muitos outros emigram porque querem, porque os objectivos de vida, sejam eles quais forem, passam por conhecer outras experiências. Mas este não figuram nas entrevistas porque fica muito melhor dizer: É que no meu país não me davam emprego logo fui obrigada a vir para… (introduzir país). E ainda há outros, para quem este post é na realidade direccionado, que tiram cursos de engenharia espacial e querem continuar a viver no Montijo. Continuamos a perpetuar um chavão em relação à emigração que é a ideia do desgraçadinho. Eu percebo, tem a ver com a nossa História: Coitadinho do Zé Tavares que foi para a Índia com o Vasco da Gama nem sei se está vivo ou morto. Mas se pensarmos bem no mundo que estamos a construir, a emigração ou o trabalhar noutro país, vai-se tornar cada vez mais comum. É inevitável. Pode não ser agora, nem daqui a 10 anos, nem talvez no meu tempo de vida. Mas é um processo que se está a construir. E em Portugal há um estigma positivo em relação à emigração. Não é bem positivo. É o espírito do coitadinho. Que é uma coisa que as pessoas até gostam de ser. Eu não. E acho que qualquer emigrante que o goste de ser, apesar de todas as desvantagens, (que as há e muitas) se sente vexado por ser constantemente apelidado de coitadinho. Eu sentiria.

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

Evidências

Criou-se agora a moda de criticar os espanhóis por gostarem do Barcelona em detrimento do Real Madrid (excepto aqueles que são do Real. E mesmo aí nem esses. *Cough Marca cough*). E eu digo: a mim não me espanta. Porque haveriam os espanhóis de criticar uma equipa de catalães que fez com Espanha ganhasse a Taça do Mundo? É que é um esforço redobrado.

Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

O que eu acho dos Globos de Ouro, dos óscares, dos Bafta e disso tudo

A mulher que pode fazer o discurso mais confuso de sempre mas ninguém quer saber. Porque ela é a melhor actriz viva.

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

Perguntinha

Perguntinha. Será que as pessoas que criticam o Alexandre Soares dos Santos são as mesmas que enchem o depósito em Badajoz e que na hora de comprar seja o que for vão sempre para as maçãs do Chile e para as uvas da Venezuela? Ou o patriotismo agora é só para os ricos?

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

Domingo, 18 de Dezembro de 2011

Uma atitude pragmática como eu gosto


Gostava de viver muitos anos ainda?

Isto toda a gente gostava. Vou ter muitas saudades quando me for embora.

Acredita que há outra vida?

Tenho grande esperança que exista qualquer coisa. Quem não tem essa esperança deve ter um dilema terrível e sentir- -se obrigado a deixar coisas.

Não sentiu, ao longo da vida, essa necessidade de deixar uma marca?

Um indivíduo que não acredita que há outra vida é que tem a fuçanguice de deixar uma marca. Eu gostei de servir e levo aspectos da vida muito bons, que talvez sirvam como referência, mas também cometi erros e talvez vá pagar por eles. Pelo menos era justo que assim fosse. Se não há esse sistema de justiça, é uma pena, mas andamos aqui a fazer de parvos

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

O tio Sebastião

Aparentemente, o D. Sebastião safou-se e escapuliu-se para Veneza. Veneza era, como todos sabemos, o local para onde iam os senhores homossexuais no século XVI. O que explica que esta hipótese faça algum sentido, inclusive, o facto da autora defender que só passado cerca de 20 anos é que D. Sebastião resolve voltar para Portugal. Contudo, devo acrescentar que a história perde algum encanto quando vemos que foi o Felipe III que o matou e não o II.

Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

A arte de se safarem enquanto lixam os franceses ou the art of not giving a damn about the others while getting away with it



Depois dos britânicos se terem recusado a tomar parte no acordo que foi elaborado ontem pode-se adivinhar a reacção de toda a Europa. De facto, ingleses pobre e mal agradecidos que nem o euro têm, ai ai que chatice. Pois. Isto é um acordo económico e eles nem o euro têm. Sinceramente, se eu fosse ao David Cameron nem lá tinha posto os pés porque no fundo não é nada com eles. Vamos pensar, agora. Cameron fez isto para consumo interno. Sarkozy não gosta, Passos lamenta-se? Pois, mas basta olhar para as headlines dos jornais ingleses para saber qual a opinião. Aliás enquanto os jornais europeus (veja-se o público que nas primeiras linhas desta notícia) tratam o resultado como se este tivesse sido uma derrota de Cameron, os jornais ingleses tratam isto como uma corajosa tomada de decisão por parte do PM britânico. Ainda não fui à caixa de comentários do Telegraph mas não preciso porque já estou mesmo a imaginar.

É óbvio que Cameron já sabia que ia fazer isto. Sarkozy e Merkel já sabiam que ele ia fazer isto. Cameron não decidiu isto no "heat of the moment" (porque toda eu sou dada a anglicismos). Esta decisão de veto ao novo acordo foi planeada de antemão com os civil servant de Downing Street. Disto não há dúvida. Foi a resposta que ele arranjou para tentar que os britânicos lhe perdoassem o facto de nunca ter feito o referendo ao tratado de Lisboa.

Se Cameron tivesse aceite isto sem protestar, nunca iria ser re-eleito. Se tivesse concordado em fazer o referendo, este rapidamente tornar-se-ia no referendo "vamos ou não sair da UE" e não no referendo "aceitam o novo acordo secção B da alínea A sobre o qual não percebem nada mas que também ninguém vos vai explicar".

A mim nada disto me choca. Ao contrário da maioria, penso que os ingleses não vão sair da UE nos tempos mais próximos. Não enquanto a UE lhes trouxer benefícios (que trás). Mas ao mesmo tempo também me parece óbvio que há coisas que os ingleses não vai engolir, coisas que, do ponto de vista deles, os prejudica- como aliás é óbvio a qualquer pessoa que conhece a mentalidade e a História inglesa (sim porque isto tem raízes históricas, tão certinho como a malta da catalunha não gostar da malta de Madrid).

Porque é que isto lixa muita gente? Os britânicos sempre foram assim a bem ou a mal. No fundo, há algum ressentimento: Quantos países da Europa não gostariam de poder fazer este tipo de coisa mas não fazem? Porque não podem. Os ingleses são Europeus quer queiram quer não. Um inglês é bretão, normando, viking, celta, germânico. Mas não são da União Europeia, esta é a diferença. E no fundo eu pergunto. Que diferença vai fazer? Não vai haver revisão do tratado mas vai haver um pacto orçamental que será consagrado "num tratado internacional a concluir até Março entre os 17 membros do euro" o que na prática vai dar á mesma mas sem o Reino Unido.

A mim só me preocupa, á lá britânica, que as universidades inglesas mantenham a igualdade no preço das propinas no que respeita aos estudantes da UE (que pagam a mesma propina que os estudantes nacionais do RU). O resto vai continuar na mesma, vão ver.

PS: Nada disto muda a minha opinião do Cameron. Continua a ser um incapaz.

Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

Mas a sério...

Sócrates já não é Primeiro Ministro. Então alguém me explica porque é que continuamos a ter de levar com as entrevistas dele, sendo que a única mudança é que agora tem a Torre Eiffel atrás? E eu que pensava que a grande vantagem em termos mudado de PM era que deixávamos de ouvir este.

Sábado, 3 de Dezembro de 2011

Contra Mundum

Como é que só agora descobri este blogue? E o título, senhores, o título!

Sábado, 29 de Outubro de 2011

Fenómeno do Entroncamento

Os socialistas de repente aprenderam a fazer contas. Não é como antigamente. De facto tudo se troca.

Sexta-feira, 9 de Setembro de 2011

Rasgos de génio

Acabou de me sair esta frase, depois de ouvir António Seguro dizer que não tem pressa de chegar ao poder: "Eu não sei porque é que toda a gente quer chegar ao Poder. O poder é um sítio tão mal frequentado".

Quinta-feira, 8 de Setembro de 2011

Só assim de repente...

Filipe Soares Franco resolveu dizer que Fernando Seara não serve para estar à frente de uma organização porque, atenção, é uma pessoa indecisa. Eu diria que Fernando Seara já eleito e reeleito tem mais provas dadas que Soares Franco que, assim de repente, foi Presidente do Sporting há coisa de três anos e agora o clube está como está.

Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011

Do fast food


Por principio sou quase sempre contra taxar alguma coisa. Soa-me sempre a proibição e embirro com isto. Gosto de fazer o que quero e não chateio ninguém. Assim, acho que esta ideia de se taxar o fast food é, vá, estúpida. Eu entendo que para os médicos seria muito bom se toda a gente comesse peixe e verduras e não houvesse obesidade. É só pena que o peixe esteja ao preço a que está e um kg de cerejas custe para ai 5 euros.

É bonita a ideia. Mas voltamos à questão. A fast food é boa de facto, sou a primeira a admitir que aprecio um bom hamburger repleto de químicos e batatas fritas cheias de sal que me vão matar antes de eu chegar aos 40. Mas...pergunto-me, não será que a decisão de ter 100 quilos e morrer antes do 50 é minha?

Para além disto, não será também verdade que um prato saudável confeccionado em casa custa o dobro do que ir comprar um congelado qualquer e po-lo no microondas? Em vez de taxarem o fast food não aumentem o IVA em alimentos saudáveis. Isso sim era uma medida coerente. Esta notícia do expresso: Europa prepara-se para declarar guerra ao lixo alimentar é bem demonstrativa disto. Quais foram os países que implementaram com sucesso esta medida? Os países mais ricos. Finlândia, Dinamarca, Suiça, Áustria. Por seu lado, a Roménia bem tentou mas desistiu.

Isto é tudo muito idílico de facto. Que bom seria viver num país onde uma criança pela-se por uma boa couve ou por uma verde alface. Mas a verdade é que um big mac alimenta para o dia todo e custa 4.90. E é verdade também que ainda ontem, falando em médicos, na RTP uma notícia dizia que as crianças estão a deixar de tomar as vacinas para a meningite porque não há dinheiro para as pagar. Isto tem tudo uma ligação. É pensar e olhar em volta antes de abrir a boca.

Juro que é mais fácil...

Angariar gente para um suicídio colectivo do que encontrar alguém para ir à ópera comigo.