Câmara dos Lordes
Impartiality is a pompous name for indifference, which is an elegant name for ignorance. - G.K. Chesterton
Domingo, 10 de Junho de 2012
Segunda-feira, 21 de Maio de 2012
Do Patriotismo
Sábado, 28 de Abril de 2012
Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
Barsa per sempre
Independentemente da bola de ouro ou não, qualquer pessoa que gosta do Barcelona - e percebe a filosofia inerente áquela equipa - estaria mais preocupada com a equipa, como eu estou, do que com este ou aquele jogador em particular. O próprio Messi pensa assim. Faz parte da filosofia da equipa e do que incutem nos jogadores. O Messi já ganhou três, acho que já está mais que afirmado que é um dos melhores jogadores de sempre e parece-me muito provável que vá ganhar outra, mesmo que não seja este ano será para o próximo ou próximo. Só tem 24 anos afinal de contas. Mas o que interessa na realidade é a equipa. Preocupa-me tanto o facto do Messi não vir a ganhar a bola de ouro como o facto do Villa estar lesionado ou do Piqué ter ido para o hospital.
Eu, em resposta a um colega que perguntou no facebook "onde estão todos aqueles que apoiam o Messi?". Estão aqui e estarão sempre.
Sexta-feira, 20 de Abril de 2012
Nós, os portugueses
"Entrevista interessante do meu amigo Fernando Dacosta a propósito da edição de bolso do seu Máscaras de Salazar. «Lisboa era fabulosa nessa altura. Os cafés fechavam às quatro da manhã. Os marinheiros que andavam pela cidade, de que o Cesariny tanto falava, eram notáveis. O interdito acabava por ser o mais estimulante. Em compensação, hoje está tudo plastificado e amorfo, as pessoas perderam o desejo. Quando falo em desejo, não é só o desejo sexual. Há um poema da Amália que diz: “Já não temos fome, mãe / Mas já não temos também / O desejo de a não ter” [“Lavava no Rio Lavava”]. Um tipo andava aí na rua em manifestações, levava uma chanfalhada da polícia, mas tinha reagido. As pessoas estavam vivas. Agora parece que estamos mortos psicologicamente. As pessoas pensavam que quando caísse o fascismo viria o paraíso. Tramaram-se. Pensavam que o único mal era o Salazar, mas o Salazar era apenas uma manifestação da situação de Portugal. (...) Nunca assumimos o que somos ou o que fazemos. E quem diz o que pensa está tramado, vai parar à fogueira da Inquisição, à prisão, fica na prateleira, no desemprego. Somos uns hipócritas refinadíssimos, dizemos “sim” a tudo e depois só fazemos o que nos dá na gana.»"
Segunda-feira, 16 de Abril de 2012
Em cheio
Hoje a televisão portuguesa teve um dia em cheio. De uma assentada, bateram no Rei de Espanha, nos católicos existentes em Portugal e agora nos jovens portugueses. Isto é um furo, um furo.
Sexta-feira, 23 de Março de 2012
Já vos disse que estou a adorar o Imperium?
"Mas não pode fazer isso!" Balbuciou Quinto "O sistema romano de justiça é o mais íntegro do mundo!"
"Meu Caro Quinto" Replicou Cícero com um sarcasmo tão paternal que me fez sorrir "aonde é que vais buscar essas ideias feitas? Aos livros infantis?"
"Então estamos acabados?" Lamuriou Quinto
"Não, não estamos acabados." - Ripostou Cícero e pude notar que a sua vontade de lutar estava de regresso "E mesmo que derrotados não cederemos sem luta. Vou começar a preparar o meu discurso e tu, Quinto, vais ver se me consegues uma multidão. Invoca todos os favores. Porque não lhes impinges essa ideia de que a Justiça Romana é mais íntegra do mundo e vês se me consegues encontrar um par de senadores respeitáveis para nos acompanharem ao fórum? Pode ser que alguns até acreditem nisso"
Quarta-feira, 21 de Março de 2012
Dos Piquetes e cobardias
Domingo, 11 de Março de 2012
Sexta-feira, 9 de Março de 2012
O melhor
Terça-feira, 6 de Março de 2012
Y viva España

Spain's sovereign thunderclap and the end of Merkel's Europe
This one from Pablo Sebastián left me speechless. My loose translation:
"Spain isn’t any old country that will allow itself to be humiliated by the German Chancellor."
Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
A Justiça Portuguesa
Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012
Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012
Eu, futura emigrante me confesso
Diz Bruno Faria Lopes, neste texto, algo que eu já tinha percebido mas que aparentemente vai contra tudo aquilo que as nossas “elites” querem transmitir. Ou seja, que Portugal é um país de pequenos génios que não tendo apoio suficiente são obrigados naquilo que é considerado um esforço hercúleo a deixar o país e ir para ambientes tão hostis como Inglaterra, Suíça, Alemanha etc.
E cito:
E assim chegamos ao segundo mito: sem a crise económica não perderíamos a nossa “geração mais qualificada de sempre”. Não é verdade. Sem crise Portugal teria menos emigração jovem qualificada, mas mesmo assim sofreria uma taxa significativa de “brain drain”. Joana Azevedo, investigadora do CIES/ISCTE, explica que em inquéritos feitos a jovens portugueses na Irlanda (alguns a trabalhar, por exemplo, na Google) percebeu que o desemprego não foi a causa principal de saída. O motivo foi a procura de uma cultura de trabalho mais centrada no talento, menos hierárquica e com mais gente boa, onde se pode aprender mais e ganhar um salário mais alto. As pessoas com mais impacto potencial na economia (o que restringe a definição do termo “cérebro”) saem não tanto por falta de oportunidades em Portugal, mas por falta de oportunidades boas, criadas não só pela economia mas também pela cultura laboral e de gestão. Não há suficientes chefias boas a ensinar. A gestão é hierárquica e motiva pouca participação. Os salários são baixos e mal distribuídos face ao topo. As gerações que educaram os jovens com um foco excessivo na auto-estima dominam um ambiente de trabalho que hostiliza as expectativas emocionais e profissionais desses mesmos jovens
Ao contrário da tendência, eu não considero que emigrar seja o futuro dos desgraçadinhos. Percebo que esta seja uma posição pessoal pois a maioria das pessoas não gosta da ideia de deixar o país, a cidade, os pais etc. Como é evidente, também me custa imenso a ideia de deixar a família para trás mas ao contrário da maioria das pessoas eu não quero emigrar por necessidade. Não, não. Eu quero mesmo ir-me embora. E passo a explicar porquê, pois parece que agora é moda contar a experiencia pessoal, inclusive em cartas ao Primeiro-Ministro que depois são divulgadas na net como aquelas correntes em que se a pessoa não reencaminhar dentro de 10 segundos morre com um raio na cabeça. Como sou uma pessoa realista e não penso em termos de “e se” no momento em que decidi ir para História, percebi que automaticamente me tinha de ir embora. Não necessariamente pelo curso em si. É verdade que História tem pouca empregabilidade e é verdade que as pessoas nos primeiros tempos olharam para mim como se tivesse sarna. Eu percebi que me tinha de ir embora porque os arquivos britânicos não são em Portugal e o Escorial fica em Madrid e se Deus quiser, (ou outra qualquer entidade do género. Não sou esquisita) vou precisar muito dos dois no futuro. Mas mais do que isso, custa-me sinceramente a ideia de continuar a viver sempre no mesmo sítio. Custa-me a ideia de sair à noite e não puder beber um bloody mary no Café Rouge. E custa-me ainda mais a ideia de que nunca vou conseguir apanhar o comboio em Paddington para ir para Oxford.
Isto para dizer o quê? Que de facto podia ficar em Portugal. Depois é provável que passaria a vida a queixar-me: no meu país não me valorizam, não tenho dinheiro para viagens ao estrangeiro (que chatice, logo agora que tinha de ir a Simancas pá), eu que tinha tantos sonhos e olhem para mim agora com sete filhos não vou sair de Portugal. São escolhas. Eu respeito quem quer ficar. Mas também peço por tudo que não me tratem como uma coitadinha que não tem condições para ficar a trabalhar em Portugal. Se não tenho dúvidas que a maior parte das pessoas que emigra, o faz por necessidade, muitos outros emigram porque querem, porque os objectivos de vida, sejam eles quais forem, passam por conhecer outras experiências. Mas este não figuram nas entrevistas porque fica muito melhor dizer: É que no meu país não me davam emprego logo fui obrigada a vir para… (introduzir país). E ainda há outros, para quem este post é na realidade direccionado, que tiram cursos de engenharia espacial e querem continuar a viver no Montijo. Continuamos a perpetuar um chavão em relação à emigração que é a ideia do desgraçadinho. Eu percebo, tem a ver com a nossa História: Coitadinho do Zé Tavares que foi para a Índia com o Vasco da Gama nem sei se está vivo ou morto. Mas se pensarmos bem no mundo que estamos a construir, a emigração ou o trabalhar noutro país, vai-se tornar cada vez mais comum. É inevitável. Pode não ser agora, nem daqui a 10 anos, nem talvez no meu tempo de vida. Mas é um processo que se está a construir. E em Portugal há um estigma positivo em relação à emigração. Não é bem positivo. É o espírito do coitadinho. Que é uma coisa que as pessoas até gostam de ser. Eu não. E acho que qualquer emigrante que o goste de ser, apesar de todas as desvantagens, (que as há e muitas) se sente vexado por ser constantemente apelidado de coitadinho. Eu sentiria.
Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
Evidências
Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
O que eu acho dos Globos de Ouro, dos óscares, dos Bafta e disso tudo
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
Perguntinha
Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
Domingo, 18 de Dezembro de 2011
Uma atitude pragmática como eu gosto
Isto toda a gente gostava. Vou ter muitas saudades quando me for embora.
Acredita que há outra vida?
Tenho grande esperança que exista qualquer coisa. Quem não tem essa esperança deve ter um dilema terrível e sentir- -se obrigado a deixar coisas.
Não sentiu, ao longo da vida, essa necessidade de deixar uma marca?
Um indivíduo que não acredita que há outra vida é que tem a fuçanguice de deixar uma marca. Eu gostei de servir e levo aspectos da vida muito bons, que talvez sirvam como referência, mas também cometi erros e talvez vá pagar por eles. Pelo menos era justo que assim fosse. Se não há esse sistema de justiça, é uma pena, mas andamos aqui a fazer de parvos
Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
O tio Sebastião
Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011
A arte de se safarem enquanto lixam os franceses ou the art of not giving a damn about the others while getting away with it






